Alessandra Iazzetti | Fonoaudiologia Infantil e TPAC

Como a cabine acústica pode ajudar no tratamento fonoaudiológico da criança

Criança em sessão de terapia fonoaudiológica dentro de cabine acústica

Durante o acompanhamento fonoaudiológico, o ambiente em que a terapia acontece também faz diferença no desenvolvimento da criança.

Em alguns casos, especialmente quando há dificuldade para compreender a fala ou manter atenção a estímulos auditivos, pode ser necessário utilizar recursos que favoreçam uma escuta mais organizada.

Por que o ambiente interfere no tratamento

No dia a dia, a criança está exposta a diferentes sons ao mesmo tempo, como conversas paralelas, ruídos e estímulos visuais. Para algumas crianças, isso pode dificultar a concentração e a compreensão da fala.

Quando há dificuldade na forma como a informação auditiva é processada, o excesso de estímulos pode aumentar o esforço necessário para acompanhar a comunicação.

O papel da cabine acústica na terapia

A cabine acústica é um ambiente controlado que pode ser utilizado durante o tratamento para reduzir interferências externas.

Com menos ruído, a criança consegue focar melhor nos estímulos auditivos trabalhados na terapia, o que favorece:

  • a atenção à fala
  • a percepção dos sons
  • a organização da informação auditiva
  • a compreensão verbal

Em quais situações esse recurso pode ser utilizado

A cabine acústica pode ser indicada quando a criança apresenta alterações relacionadas ao Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC)

Nesses casos, o ambiente controlado ajuda a direcionar melhor os estímulos e a evolução do tratamento.

Como isso contribui para o desenvolvimento

O objetivo não é manter a criança sempre em ambiente controlado, mas utilizar esse recurso como parte do processo terapêutico.

Ao fortalecer as habilidades auditivas em condições mais organizadas, a criança passa a desenvolver estratégias que podem ser levadas para o dia a dia, inclusive no ambiente escolar.

O tratamento fonoaudiológico envolve diferentes estratégias, e o uso da cabine acústica pode ser um recurso importante em determinados casos.

A avaliação individual permite identificar quando esse tipo de abordagem é indicado e como integrá-la ao acompanhamento da criança.

 

Alessandra Iazzetti

Fonoaudióloga infantil – CRFa 2- 6428

Especialista em TPAC (Transtorno do Processamento Auditivo Central).